Mato Grosso atingiu a marca de 7.794 profissionais trabalhando com carteira assinada no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O dado faz parte do Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC, publicado pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais). O estudo aponta que o mercado estadual vive um momento de consolidação de sua mão de obra tecnológica.
A expansão do setor em Mato Grosso foi de 2,5% no período analisado pelo relatório, que compreende o intervalo entre os anos de 2023 e 2025. Esse avanço acompanha o forte ritmo de crescimento da região Centro-Oeste como um todo. A região superou o Sudeste em velocidade de expansão de novas vagas de tecnologia, registrando uma alta de 3,2% contra apenas 2,0% do mercado do eixo tradicional.
O grande motor por trás dessa atração de talentos tecnológicos no estado é o processo de digitalização e modernização de atividades ligadas ao agronegócio. De acordo com a Brasscom, o mercado mato-grossense tem aberto oportunidades sólidas voltadas para profissionais focados no desenvolvimento e na adoção de soluções de inteligência de mercado, gestão e automação no campo.
Essa forte demanda por inovação na cadeia produtiva reflete diretamente na remuneração local. O levantamento revelou que a média salarial para quem trabalha com TIC em Mato Grosso é de R$ 3.771. Com esse valor, o estado assume a segunda maior média de rendimentos de todo o Centro-Oeste, ficando atrás somente do Distrito Federal, fortemente influenciado pela máquina pública federal.
Na comparação com os vizinhos de região, Mato Grosso leva ampla vantagem financeira sobre Goiás e Mato Grosso do Sul. Os profissionais goianos de tecnologia recebem uma remuneração média de R$ 3.187, enquanto os trabalhadores sul-mato-grossenses amargam o menor rendimento da região, com uma média mensal estipulada em R$ 2.705.
A análise da Brasscom considerou dados estritamente ocupacionais, mapeando quem atua em funções técnicas essenciais como programadores, cientistas de dados, analistas de sistemas e técnicos de redes. O Centro-Oeste concentra hoje 6,7% de todos os vínculos formais de tecnologia do Brasil, o que representa um contingente de 62.782 trabalhadores na área.
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