A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, mostrou queda no valor do conjunto de alimentos básicos em 26 das 27 capitais entre junho e julho. Itens como tomate, batata e café em pó puxaram a baixa, beneficiados pela safra de inverno e pela maior oferta no varejo. Como já noticiado pelo MT Econômico, São Paulo é a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).
Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
Pelo segundo mês seguido, Cuiabá ocupou o ‘top 2’ dos preços mais caros, entre as cestas básicas brasileiras.
No mesmo período, produtos que fazem parte da rotina de quase todos os lares como feijão carioca, leite integral e carne bovina, subiram de preço na maioria das capitais pesquisadas, dando continuidade a uma trajetória de alta que já dura o ano inteiro. Em São Paulo, por exemplo, o feijão carioca acumula elevação de 47% em 12 meses; o leite integral, de mais de 13%. Em outras capitais, como Goiânia e Fortaleza, o feijão passou de 77% e 61% de alta no acumulado anual, respectivamente.
Ou seja: mesmo em um mês de recuo geral, uma parte da cesta segue corroendo o orçamento das famílias, e é justamente aí que pequenas economias no dia a dia fazem diferença, principalmente por serem itens básicos ou do cotidiano da casa dos brasileiros.
EM CUIABÁ – A cesta básica voltou a registrar alta em Cuiabá na terceira semana de agosto. Após cinco semanas consecutivas de queda, o preço médio dos produtos que compõem a cesta aumentou 1,33%, passando de R$ 836,28, registrados em 12 de agosto, para R$ 847,39. Os dados são do boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Apesar da alta semanal, o movimento dos preços dos alimentos segue heterogêneo, com alguns produtos registrando aumentos e outros apresentando redução. No comparativo anual, porém, a cesta básica ainda apresenta um valor 6,02% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando o preço médio era de R$ 799,24.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou que a oscilação dos preços reforça a importância de acompanhar o comportamento de cada produto que compõe a cesta.
“Depois de cinco semanas de queda, tivemos uma alta pontual na cesta básica. Esse movimento mostra que os preços dos alimentos continuam sujeitos a fatores como oferta, período de safra e entressafra e condições de produção. Para o consumidor, acompanhar essas variações é importante para buscar melhores preços e organizar o orçamento familiar”, afirmou.
TOMATE E CAFÉ PRESSIONAM ALTA – Entre os produtos que mais contribuíram para a alta na semana, o tomate apresentou o maior aumento, de 13,92%, passando a custar, em média, R$ 7,42 o quilo. O preço também está 2,28% acima do registrado no mesmo período de 2025. Segundo a análise do IPF-MT, a redução da oferta provocada pelo fim da safra pode ter contribuído para a elevação do preço do tomate.
O café também voltou a registrar alta. O produto teve aumento de 3,67% na semana, alcançando preço médio de R$ 28,74 pelo pacote de 500 gramas. A elevação pode estar relacionada ao período de entressafra dos cafezais, quando a menor disponibilidade do produto tende a pressionar os preços.
Mesmo com a alta semanal, o café continua mais barato que há um ano. No comparativo anual, o preço atual está 14,97% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
FEIJÃO MAIS BARATO – Na direção oposta, o feijão apresentou nova redução de preço. O produto ficou 3,73% mais barato na semana, chegando ao preço médio de R$ 8,69 por quilo. A queda pode estar relacionada ao período de pico da safra, que aumenta a oferta do grão no mercado e contribui para a redução dos preços.
Apesar da baixa recente, o feijão ainda apresenta uma diferença significativa no comparativo anual: o preço atual está 40,98% acima do registrado no mesmo período de 2025.
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