A pouco mais de um mês para o primeiro turno das eleições de 2026, o verdadeiro líder da corrida eleitoral em Mato Grosso não é um político, mas sim o silêncio das urnas. Os dados da primeira pesquisa Quaest, encomendada pela TV Centro América e divulgada na última terça-feira (25), revelam que impressionantes 29% dos eleitores mato-grossenses ainda declaram estar completamente indecisos sobre em quem votar para o comando do Palácio Paiaguás.
Esse contingente de cidadãos supera individualmente o percentual de intenções de voto de todos os candidatos do pleito, transformando a reta final em um território de total imprevisibilidade.
O peso do eleitorado sem candidato fica evidente ao confrontar a indecisão com o pelotão de frente. Na modalidade estimulada, o senador Wellington Fagundes (PL) pontua com 27%, seguido de perto pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que registra 23%.
A constatação de que quase um terço do eleitorado (29%) não se sente representado pelas propostas atuais ou simplesmente desconhece o debate majoritário joga por terra qualquer favoritismo antecipado. Somando-se a isso os 8% que pretendem anular ou votar em branco, há um universo de 37% de votos órfãos flutuando na Baixada Cuiabana e no interior, mostrando que o eleitor está exigente e ressabiado.
Como a massa de indecisos (29%) é maior que o desempenho isolado dos dois concorrentes e os coloca em empate técnico, os marqueteiros acenderam o sinal vermelho nas coordenações: quem conseguir dialogar e convencer essa fatia do eleitorado nas próximas semanas herdará as chaves do Estado e a grande aposta são os programas eleitorais que têm início nesta sexta-feira, dia 28.
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