Mato Grosso despontou como um dos grandes motores da empregabilidade no Brasil em julho de 2026. Segundo os dados oficiais do Novo Caged, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado conquistou o segundo maior saldo absoluto de novas vagas formais do país, com a abertura de 5.766 postos de trabalho com carteira assinada. Em termos relativos, o avanço mato-grossense foi de 0,59%, o segundo maior crescimento proporcional entre todas as 27 unidades da Federação, ficando atrás apenas do Amazonas (0,63%).
A performance de julho consolida a musculatura do mercado de trabalho de Mato Grosso no acumulado de janeiro a julho de 2026. Nos primeiros sete meses do ano, o estado registrou uma expansão de 3,96% no seu estoque de empregos formais, posicionando-se na vice-liderança nacional em ritmo de crescimento relativo, superado apenas pelo Amapá (4,79%). No cenário nacional amplo, o mercado brasileiro abriu 58.568 vagas em julho, somando um estoque total de 48 milhões de vínculos ativos e um saldo acumulado de 972,2 mil postos no ano.
A dinâmica de contratações no país foi sustentada majoritariamente por quatro das cinco grandes atividades econômicas monitoradas. O setor de Serviços liderou a geração de empregos no mês, com 24.098 novos postos de trabalho, puxado fortemente pelos segmentos de Transporte, Armazenagem e Correio. Na sequência, aparecem a Construção Civil (12.691), a Agropecuária (12.523) e a Indústria (11.315). O Comércio foi o único grupamento que apresentou retração, fechando julho com saldo negativo de 2.056 vagas.
No recorte populacional e de perfil de contratação, as vagas consideradas típicas responderam por 95,1% do total gerado no Brasil. O saldo de julho foi impulsionado pelos homens, responsáveis por 38.085 postos, enquanto as mulheres ocuparam 20.483 vagas. A força de trabalho jovem, com idade de até 24 anos, registrou o maior fôlego de inserção no mercado de trabalho, com um saldo positivo de 89.425 contratações, compensando o fechamento de 30.857 postos na faixa etária acima de 25 anos.
EVOLUÇÃO SALARIAL E COMPORTAMENTO ESCOLAR – O levantamento do Novo Caged revelou ainda um ganho real no poder de compra do trabalhador na hora da contratação. O salário médio real de admissão no país atingiu R$ 2.419,23 em julho, o que representa um crescimento real de 0,6% na comparação direta com o mês anterior e uma valorização de 2,04% em relação a julho de 2025.
Para os trabalhadores contratados em modalidades típicas tradicionais, o rendimento inicial médio foi ligeiramente superior, fixado em R$ 2.456,27. No quesito escolaridade, profissionais com ensino médio completo dominaram a movimentação do mercado, respondendo por um saldo positivo de 50.675 vagas preenchidas, seguidos pelos trabalhadores com nível médio incompleto (12.027). Na análise por raça e cor, os maiores saldos foram identificados entre pardos (64.881) e pretos (10.694), enquanto o segmento de trabalhadores brancos registrou um saldo negativo de 7.216 desligamentos no período.
Clique aqui e receba notícias em tempo real na palma da mão