Flávia Moretti ignora comitê do PL e declara voto na reeleição de Otaviano Pivetta


A base de sustentação da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado sofreu mais um duro golpe político. A prefeita de Várzea Grande — segunda maior cidade de Mato Grosso e detentora do segundo maior colégio eleitoral do estado —, Flávia Moretti (PL), utilizou suas redes sociais neste final de semana para anunciar formalmente seu apoio e voto à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O anúncio, feito por meio de um vídeo gravado ao lado do chefe do Executivo estadual, aprofunda o racha interno na legenda liberal e consolida uma onda de dissidência entre os prefeitos do partido em polos estratégicos de Mato Grosso.

Ao assumir alinhamento com o adversário, Moretti minimizou as diretrizes do PL que exigiam fidelidade ao projeto de Fagundes. A gestora de Várzea Grande declarou publicamente seu voto em Pivetta destacando a competência do governador, afirmando que a decisão transcende questões partidárias. As declarações completas da prefeita podem ser conferidas diretamente na web.

A decisão foi justificada pelo suporte orçamentário e técnico direcionado pelo Estado ao município. Moretti apontou melhorias na saúde, infraestrutura e o avanço nas negociações para solucionar a crise no abastecimento de água como motivadores da aliança. Os detalhes das entregas e as falas da prefeita sobre a parceria estão disponíveis nos registros originais.

O apoio de Moretti acontece na esteira de resoluções da cúpula do PL que preveem punições a dissidentes, a exemplo do que ocorreu com o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. Esse cenário de fragmentação e perda de bases municipais impacta o panorama eleitoral em um contexto de empate técnico apontado por pesquisas recentes da Quaest. Mais dados sobre o cenário político e as repercussões no partido podem ser consultados nas fontes citadas.

CONSEQUÊNCIAS – O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, enviou uma gravação em vídeo diretamente nos grupos de apoiadores e lideranças da sigla reiterando o ultimato da Direção Nacional: o partido abrirá procedimentos sumários por infidelidade partidária para expulsar prefeitos e vereadores que declarem apoio a candidatos de outras legendas ao Governo do Estado. A ofensiva é uma resposta direta à perda de controle das bases municipais, que ameaça implodir o palanque do senador Wellington Fagundes (PL).

A reação enérgica da cúpula partidária foi disparada após o anúncio oficial de apoio das duas maiores forças do interior ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, desembarcaram publicamente da candidatura oficial do PL. Ananias ressaltou que possui carta branca do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para punir os dissidentes sem direito a negociação. “O presidente Valdemar foi bem claro. Quem é traidor, para a rua, não tem ninguém que segura”, cravou o dirigente.

Nos bastidores, o vazamento das orientações de Ananias Filho expôs a estratégia para tentar estancar a sangria de aliados. O presidente estadual instruiu os coordenadores de mídias a dispararem os conteúdos no WhatsApp com um tom de intimidação, visando enfraquecer o avanço da “rebelião” governista. “Coloca nos grupos, assim, seu aí, ó. O traidor que traiu o PL, qualquer um que seja, seja prefeito, seja vereador, qualquer um, pode abrir procedimento, tá bom?”, orientou Ananias nas mensagens de áudio compartilhadas com a militância.

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