A candidata a vice-governadora de Mato Grosso, Gisela Simona (União Progressista), afirmou que uma eventual gestão ao lado de Otaviano Pivetta pretende ampliar os investimentos e a estrutura pública voltados ao enfrentamento da violência contra as mulheres no Estado.
A declaração foi dada em entrevista ao MT Econômico, durante discussão sobre feminicídio, atendimento às vítimas e políticas públicas de proteção.
Segundo Gisela, Mato Grosso já conta com uma estrutura institucional voltada ao tema, o Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que possui status de secretaria e atua em articulação com áreas como saúde, educação, assistência social e segurança pública.
Na avaliação da candidata, o combate à violência doméstica e ao feminicídio exige planejamento contínuo e resultados de médio e longo prazo. Ela defendeu a destinação de recursos específicos para manter e ampliar as ações existentes.
Ampliação das delegacias da mulher
Entre as propostas apresentadas está a expansão das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em diferentes municípios mato-grossenses. Gisela citou como exemplos unidades implantadas em Várzea Grande e Lucas do Rio Verde, além de outras cidades que vêm ampliando a estrutura de atendimento.
A candidata também mencionou a intenção de fortalecer o atendimento por meio de uma delegacia virtual, utilizando tecnologia para permitir que mulheres vítimas de violência possam buscar ajuda sem precisar percorrer longas distâncias até um centro regional.
A proposta, segundo ela, seria oferecer uma resposta mais rápida do Estado e integrar o atendimento policial à rede de proteção social.
Rede de proteção e assistência
Além do registro da ocorrência, Gisela defendeu que o poder público avalie as necessidades específicas de cada vítima, incluindo medidas como auxílio-aluguel e acesso à habitação.
Para a candidata, a proteção não deve se limitar à atuação das forças de segurança. O atendimento precisa envolver diferentes áreas da administração pública, especialmente quando a mulher precisa deixar o ambiente onde sofreu a violência e reconstruir a própria vida.
“Não basta apenas atender a ocorrência”, resumiu a candidata, ao defender uma atuação integrada entre delegacias, assistência social, saúde e habitação.
Planejamento para 2027
Gisela afirmou que as medidas demandam previsão orçamentária e planejamento administrativo. A expectativa apresentada por ela é que as ações possam começar a ser implementadas a partir de 2027, caso a chapa seja eleita.
A candidata também declarou que as políticas de enfrentamento já teriam contribuído para uma redução inicial dos indicadores de violência no Estado, embora tenha reconhecido que os resultados ainda são graduais e dependem da continuidade das ações públicas.
Veja vídeo com trecho da entrevista