Rivais pelo Paiaguás, Pivetta e Wellington dividem palanque no 7 de Setembro em Cuiabá


O desfile cívico-militar de 7 de Setembro, realizado na Praça Alencastro, em Cuiabá, reuniu no mesmo palanque os principais adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) acompanharam o evento lado a lado, marcando uma trégua pública em meio ao clima tenso da campanha eleitoral.

Nas últimas semanas, os dois candidatos ao Palácio Paiaguás protagonizaram duros embates, com trocas de acusações em debates e representações na Justiça Eleitoral. Recentemente, Pivetta chegou a declarar que o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou um “favor ao Brasil” ao retirar Wellington do comando do DNIT.

Apesar do tom hostil na corrida estadual, os concorrentes compartilham um alinhamento no plano nacional: ambos apoiam a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Durante o ato cívico, Pivetta foi visto acompanhado do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), enquanto Wellington se posicionou próximo ao deputado estadual Júlio Campos (União Brasil).

JUSTIÇA ELEITORAL – O clima de tensão que marcou os bastidores do palanque neste 7 de Setembro reflete decisões recentes dos tribunais. Na última quinta-feira (3), a juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), validou um vídeo publicado nas redes sociais do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que resgata uma denúncia contra o senador Wellington Fagundes (PL).

A coligação de Fagundes tentou derrubar a postagem, que já ultrapassou 1 milhão de visualizações e expõe uma matéria jornalística sobre a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, envolvendo suposto recebimento de propina em obras públicas. A magistrada negou o pedido de remoção por entender que o conteúdo possui correspondência factual com o que foi noticiado na época.

Ao rejeitar a tutela de urgência, a juíza destacou que o vídeo não apresenta descontextualização e reforçou que a Justiça Eleitoral deve exercer a “menor interferência possível” na internet, garantindo a liberdade de expressão e o direito a críticas firmes e ironias durante o debate político.

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