O setor de serviços em Mato Grosso consolidou sua relevância econômica ao registrar uma receita bruta de R$ 72,4 bilhões, posicionando o estado no 11º lugar do ranking nacional. Os dados são da mais recente Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada ontem (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao todo, o segmento de serviços não financeiros no estado conta com 34.525 empresas ativas, que empregam formalmente 261.263 pessoas. A força de trabalho do setor movimentou R$ 9,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. No recorte regional, Mato Grosso ocupa a terceira posição na Região Centro-Oeste, ficando à frente apenas de Mato Grosso do Sul.
O grande diferencial de Mato Grosso revelado pela pesquisa está na sua estrutura de faturamento, que caminha na contramão da maioria dos estados brasileiros. O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios é o verdadeiro motor do setor, detendo a maior fatia do bolo econômico com R$ 42,4 bilhões da receita bruta total.
Dentro desse grupo, o transporte rodoviário desponta de forma isolada, gerando R$ 32 bilhões. Esse fenômeno é explicado diretamente pelo papel logístico do estado no escoamento de safras e insumos agrícolas.
Mato Grosso faz parte de um grupo seleto de apenas quatro Unidades da Federação — ao lado de Rondônia, Mato Grosso do Sul e Amapá — onde a principal fonte de receita de serviços vem dos transportes. No restante do país, o cenário é inverso: o setor que costuma faturar mais é o de Serviços profissionais, administrativos e complementares.
MAIS EMPRESAS, MENOS CONCENTRAÇÃO DE RECEITA:
A pesquisa do IBGE também traz um paradoxo interessante sobre o mercado mato-grossense:
- Onde estão as empresas: A maior quantidade de CNPJs do estado está concentrada na área de Serviços profissionais, administrativos e complementares.
- Onde está o dinheiro: Embora em menor número de estabelecimentos, o setor de Transportes acumula a maior parcela do dinheiro movimentado, gerando R$ 13,2 bilhões no segmento administrativo contra os R$ 42,4 bilhões dos transportes.
A PESQUISA – A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) é realizada pelo IBGE desde 1998 e analisa as características estruturais das empresas prestadoras de serviços não financeiros no Brasil. Por ter um peso massivo no Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos formais, os dados da PAS são fundamentais para que o mercado e os governantes desenhem políticas públicas e estratégias de investimento empresarial de longo prazo.
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