Os motoristas que abastecem na região metropolitana de Cuiabá voltaram a enfrentar uma sequência de reajustes no preço do etanol. O combustível rompeu novamente a barreira dos R$ 4 e passou a ser comercializado por até R$ 4,19 por litro nos postos de combustíveis da Capital e Várzea Grande. O movimento de alta começou a ser percebido ainda no mês de agosto, quando o derivado iniciou uma escalada gradual, saindo do patamar de R$ 3,29, passando por R$ 3,52, R$ 3,77, R$ 3,99, até atingir os valores atuais verificado nas bombas, conforme monitoramento semanal do MT Econômico.
A forte tendência de encarecimento chama a atenção do setor econômico por ocorrer em um momento de ampla oferta do produto no mercado local. O movimento de alta se consolida em plena safra recorde de milho em Mato Grosso, que acabou de ser colhida e rendeu mais de 58 milhões de toneladas. O volume histórico assegura o estado na posição de maior produtor nacional de etanol feito a partir do grão, ocorrendo simultaneamente ao período em que as usinas locais seguem realizando a moagem da cana-de-açúcar.
De acordo com o levantamento semanal mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio do etanol na cidade estava fixado em R$ 3,97. Com a nova guinada registrada nesta semana, o valor cobrado diretamente ao consumidor final apresentou um aumento real de 22 centavos por litro, gerando um impacto imediato de 5,5% a mais no bolso dos condutores.
Diante do novo cenário de preços praticado pelo mercado varejista, encher um tanque convencional com capacidade de 50 litros utilizando o combustível vegetal passou a custar R$ 209,50 para o cidadão cuiabano. O avanço no preço do etanol acompanha um momento de instabilidade geral no setor de energia, que também registrou disparada no valor do óleo diesel S-10 na região.
Na semana passada, Sindipetróleo pontuou que os postos de combustíveis operam apenas como a ponta final desse processo, repassando os novos valores de custo determinados pelas companhias distribuidoras. Diante deste cenário de alta generalizada, a pesquisa minuciosa entre os estabelecimentos segue como a única alternativa para o motorista atenuar o prejuízo.
Ainda conforme o sindicato patronal que representa os postos do estado, cada revenda tem uma realidade, uma planilha de custos e por isso, tem liberdade para precificar seus produtos. Outro fator que influencia, e muito, no valor final, é a concorrência. Alguns estabelecimentos vendem o litro com margens apertadas para não perder vendas, diante de uma promoção do posto ‘vizinho’.
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