A disputa por uma vaga no Senado Federal em Mato Grosso ganhou contornos de extrema agressividade. O candidato Antônio Galvan (Avante) subiu o tom de forma radical contra o atual senador e candidato à reeleição, Carlos Fávaro (PSD), e contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ocorreu durante uma sabatina promovida ontem (9), pelo setor produtivo na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt).
O estopim para a reação intempestiva do candidato foi o debate sobre a severa crise financeira que atinge o campo, com menção explícita aos relatos de suicídios de produtores rurais no estado do Rio Grande do Sul. Galvan defendia a urgência em se renegociar as dívidas dos agricultores que sofreram perdas severas e comprovadas nos últimos anos. Visivelmente emocionado e exaltado, ele redirecionou seu discurso para atacar os oponentes políticos.
Em sua fala, Galvan disparou que o tema gera revolta ao ver um governo federal que, segundo ele, critica publicamente o setor agropecuário. Na sequência, o candidato utilizou termos de baixo calão, classificando Fávaro como um “senador porcaria” por atuar na defesa da gestão petista em Mato Grosso, e proferiu um xingamento pesado direcionado ao presidente Lula.
As declarações inflamadas colocam ainda mais combustão na corrida rumo ao Congresso Nacional, que já vinha sendo marcada por uma forte polarização ideológica no estado. De um lado, candidatos com discurso alinhado ao bolsonarismo e de forte oposição, como Galvan, adotam uma linha de enfrentamento direto. Do outro, aliados da base governista federal, como Fávaro, tentam focar suas campanhas em propostas e entregas institucionais.
O vídeo com o trecho das ofensas passou a circular rapidamente nos bastidores políticos locais, elevando a temperatura dos palanques nesta reta final de campanha.
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