O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) confirmou ter acionado a Polícia Federal após receber uma denúncia anônima sobre uma suposta organização criminosa estruturada para monitorar candidatos em Mato Grosso, o famoso esquema de ‘arapongagem’. A declaração foi dada logo após a sabatina da Aliança Pelo Setor Produtivo, realizada ontem (9), na sede da Fiemt.
Segundo Fávaro, o relato anônimo aponta para a existência de um esquema voltado à realização de escutas telefônicas ilegais, rastreamento de veículos e vigilância de passos de candidatos, com foco inicial em sua própria rotina. Diante do teor das informações, o parlamentar reuniu-se com o superintendente da PF no estado, Dr. Braga, e com três delegados para formalizar o pedido de investigação.
O senador classificou a suposta prática como um atentado à democracia e afirmou que os representantes da Polícia Federal se comprometeram a apurar o caso. Até o momento, as acusações são tratadas como suspeitas em fase de apuração, e não foram divulgados detalhes ou provas que identifiquem os envolvidos na suposta estrutura de monitoramento.
Fávaro classificou a suposta prática como grave e disse que o caso pode representar uma ameaça ao processo eleitoral. “Isso é muito grave, isso fere a democracia”, declarou.
Ao justificar a decisão de procurar a Polícia Federal, o senador afirmou que sua intenção foi comunicar oficialmente o conteúdo recebido e permitir que as autoridades adotem as medidas necessárias para verificar a procedência das informações.
“Por isso, eu tomei a atitude que tinha que tomar, levei a informação ao superintendente da Polícia Federal, que tomou conhecimento e disse que está preparado e vai agir para coibir essa prática criminosa”, afirmou.
Até o momento, a denúncia mencionada por Fávaro é tratada como uma acusação a ser apurada pelas autoridades. Não foram apresentados, na declaração, detalhes sobre quem estaria por trás da suposta estrutura ou elementos que comprovem a prática das irregularidades relatadas.
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