A deputada estadual e candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), deu uma demonstração de ingratidão política ao ignorar publicamente o próprio sogro, o senador e candidato ao governo do Estado Wellington Fagundes (PL), e já apontar o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) – também candidato à reeleição à Casa – Max Russi (Podemos), como seu favorito ao Governo do Estado. Durante evento político, Janaina disparou: “Se fosse da minha vontade, este ano o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não vai ser dessa vez”, projetando o aliado para o Palácio Paiaguás em 2030.
A declaração foi feita durante um evento político realizado na noite de ontem (9), em apoio à pré-candidatura de Max à reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa. Ao discursar, Janaina exaltou a trajetória do parlamentar e afirmou que vê nele um nome preparado para comandar Mato Grosso. “Em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, declarou.
A declaração soou no mínimo ingrata nos bastidores da política mato-grossense, especialmente, diante dos cenários de rachas tanto dentro do PL quanto do MDB em razão das alianças que foram construídas para as eleições 2026. Ao dar o sogro praticamente como perdedor nas eleições atuais – já que projetou Russi para 2030 -, Janaina despreza toda o desgaste e a briga que Wellington comprou dentro do PL para bancar a sua candidatura ao Senado em uma dobradinha polêmica. Wellington rachou o PL de Mato Grosso para trazer a nora (filiada ao MDB) para o seu palanque — uma manobra que isolou correligionários e que promete deixar sequelas profundas e sérias consequências políticas no estado até 2028, no mínimo.
Mesmo diante do sacrifício partidário do sogro – que pode custar a derrota de Fagundes, por ele mesmo perder força dentro do PL, e ser deixado de lado por vários prefeitos liberais e pela ala mais conservadora da direita estadual – Janaina preferiu antecipar o xadrez de 2030, garantindo que o MDB apoiará Max Russi também na disputa interna pela presidência da Assembleia Legislativa, caso o partido eleja uma bancada forte de quatro a cinco deputados.
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