O ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), manifestou profunda indignação com a postura jurídica adotada por seu adversário, Pedro Taques (PSB). Visivelmente irritado, Mendes desabafou que a conduta de Taques tem prejudicado diretamente o seu trabalho de rua. A enxurrada de denúncias infundadas obriga o candidato do União Brasil a interromper constantemente sua agenda pelo interior e suspender compromissos cruciais para gravar direitos de resposta.
Mauro ironizou a tática do oponente, lembrando que Taques já acumula mais de 20 derrotas seguidas na Justiça Eleitoral por faltar com a verdade. Mesmo perdendo sucessivamente nos tribunais, o rival insiste na estratégia, forçando Mendes a gravar seu nono direito de resposta em curto período. “Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha. Toda hora tenho que parar tudo”, disparou o candidato, exigindo o direito de apresentar suas propostas aos eleitores sem interferências logísticas causadas pelo jogo sujo do adversário.
Como reforçou Mendes, o que mais o revolta é que o Judiciário tem imposto sucessivas derrotas a Taques por espalhar inverdades. Ainda assim, o volume de ataques obriga Mendes a travar o ritmo da própria campanha para reverter as falácias legais. Sem paciência, com o que chama de perseguição estéril de quem “passou o mandato inteiro mentindo”, o ex-governador cobrou que o oponente o deixe trabalhar e fizesse uma campanha propositiva. Em resposta, Mendes chamou Taques de “o cara mais mentiroso da história do Governo de Mato Grosso” e afirmou que o rival deveria se preocupar com a própria campanha.
JUSTIÇA ELEITORAL CONDENA PEDRO TAQUES PELA 20ª VEZ – A queda de braço judicial na disputa ao Senado, em Mato Grosso, ganhou um novo capítulo com a 20ª condenação do advogado Pedro Taques (PSB) por propaganda eleitoral irregular contra o ex-governador Mauro Mendes. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) aplicou duas novas multas que, juntas, somam R$ 25 mil, punindo o candidato do PSB por insistir em associar Mendes a crimes sem que haja qualquer condenação formal.
Em uma das ações, motivada por publicações no Instagram, o juiz aplicou multa de R$ 15 mil após Taques acusar a gestão de Mendes de transformar o estado em um “lamaçal de corrupção”. Na outra decisão, cuja penalidade foi fixada em R$ 10 mil, o magistrado puniu Taques por divulgar um vídeo sobre a Operação Heritage em que comparava o candidato do União Brasil e seu filho a membros de uma facção criminosa, chegando a pedir publicamente a prisão preventiva de ambos.
A Justiça Eleitoral ressaltou que, embora figuras públicas devam tolerar críticas contundentes, a legislação proíbe de forma categórica a imputação de culpa com base em suspeitas que ainda estão em fase de apuração pela Polícia Federal.
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