As candidatas que disputam as eleições em Mato Grosso receberam R$ 40,55 milhões em recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, montante que equivale a 47,22% do total de verbas públicas distribuídas no estado. Embora a representação feminina concentre quase metade do orçamento, os homens ainda lideram o volume de repasses, somando R$ 45,32 milhões e mantendo uma diferença de R$ 4,77 milhões a mais no financiamento das campanhas. No balanço geral das siglas locais, os fundos injetaram R$ 85,87 milhões no pleito rondonopolitano e estadual.
Dados levantados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o percentual financeiro destinado às mulheres superou a proporção de concorrentes femininas registradas. Dos 441 candidatos inscritos em Mato Grosso, apenas 150 são mulheres, o que corresponde a 34,01% da participação total na corrida eleitoral. Ainda assim, a injeção de recursos ultrapassou com folga a cota mínima de 30% exigida pela legislação federal de incentivo à participação da mulher na política.
A maior fatia individual repassada pelas direções partidárias no estado foi para a campanha do candidato ao governo Wellington Fagundes (PL), contemplado com R$ 4,8 milhões. Entre os nomes masculinos, também se destacaram Nilson Leitão (PP), que recebeu R$ 3,126 milhões na disputa à Câmara Federal; o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com R$ 3 milhões; Fábio Garcia (União), com R$ 2,899 milhões; e Juarez Costa (Republicanos), com R$ 2,8 milhões. Do lado das mulheres, o maior aporte isolado foi para a candidata ao Palácio Paiaguás, Natasha Slhessarenko (PSD), com R$ 4,5 milhões.
A força das finanças femininas se concentrou, principalmente, nas vagas legislativas. Na disputa pelo Senado, as candidatas asseguraram a maior vantagem proporcional, acumulando R$ 6,48 milhões em verbas — quase o triplo dos R$ 2,5 milhões destinados aos homens. As maiores beneficiadas foram Janaina Riva (MDB), com R$ 3,5 milhões, e Margareth Buzetti (PP), que obteve R$ 2,98 milhões. Na briga por cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a dinâmica se repetiu, com as concorrentes angariando R$ 8,35 milhões frente a R$ 7,75 milhões dos candidatos masculinos.
Já nas candidaturas de caráter majoritário do governo e para a Câmara Federal, os homens reassumiram o topo da arrecadação. Na corrida pelos mandatos de deputado federal em Brasília, as chapas masculinas absorveram R$ 27,17 milhões, enquanto as mulheres ficaram com R$ 21,22 milhões. Na disputa ao cargo máximo do Executivo do estado, a disparidade foi de R$ 7,9 milhões para os homens diante dos R$ 4,5 milhões da única postulante feminina da chapa ao governo. Na média geral das divisões políticas de Mato Grosso, o montante majoritário ainda se concentra nos homens, que preenchem dois terços de todas as vagas em disputa. (Com informações do Hipernotícias)
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