Pivetta e Gisela encerram Agosto Lilás com agenda que une proteção e presença feminina no poder


O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e sua candidata a vice, Gisela Simona (União Progressista), encerram nesta segunda-feira (31), o Agosto Lilás. O ato coloca a proteção das mulheres no centro da campanha eleitoral.

Para selar o compromisso de assegurar a presença feminina nos espaços de decisão dentro do governo, Pivetta e Gisela participam da reunião ’10Elas’, às 18h30, no Cenarium Rural, em Cuiabá, abrindo uma agenda que deverá orientar as políticas públicas a partir de 2027.

A escolha de apresentar a pauta no encerramento do Agosto Lilás dá à iniciativa uma dimensão política.  Ao invés de tratar a violência contra mulheres como ação sazonal, Pivetta e Gisela querem  incorporá-la ao debate sobre gestão, orçamento, segurança, educação, assistência social e participação feminina no poder. Sobretudo, tira o tema do campo das disputas de narrativas e o coloca no campo da política pública.

Desde que assumiu o Governo, Pivetta vem consolidando uma série de ações em favor da mulher. Assim, sob sua gestão foi articulada a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, reforçando o atendimento que se concentrava em Cuiabá, com novas unidades especializadas em polos como Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Por meio do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher uniu, como estratégia, as forças de segurança às pastas de saúde,  assistência social e educação, dando transversalidade às políticas de gênero. E realizou um excepcional avanço na representatividade institucional da mulher em sua administração, ao dobrar a presença feminina em cargos de comando.

A chegada de Gisela na chapa majoritária acrescenta uma dimensão particular ao projeto. Para Pivetta, sua candidata a vice-governadora sela seu compromisso em dar autonomia à uma agenda feminina forte, em uma eventual vitória ao Palácio Paiaguás.

Com mais de duas décadas de serviço público, a trajetória de Gisela começou no Procon e passou pelo Congresso Nacional, onde exerceu mandato por 33 meses. Na Câmara dos Deputados, tornou-se uma das vozes mais atuantes de Mato Grosso na defesa das mulheres. Como relatora do Pacote Antifeminicídio, participou da construção da legislação que elevou para até 40 anos a pena para o feminicídio. Contudo, entende que lei sem estrutura, orçamento e capacidade de execução não muda suficientemente a vida de quem está na ponta.

Por isso, Gisela tem apontado como compromissos inegociáveis a ampliação da rede de proteção, o fortalecimento de estruturas especializadas, com protocolos de atendimento que reduzam as diferenças entre municípios, com a capacitação permanente dos servidores e ações na educação para prevenção da violência desde a infância. “A mulher não pode encontrar um Estado preparado em Cuiabá e outro completamente diferente em um município. Pois proteção não pode depender do CEP, do horário em que a agressão acontece ou da pessoa que atende a vítima”.

Mas há outra dimensão que aproxima ainda mais a pauta de Gisela das ações que Pivetta vem anunciando: a disputa pelo espaço de poder. Ao longo da reorganização da administração estadual, o governador ampliou a presença feminina em posições estratégicas e declarou que pretende avançar ainda mais. A proposta para o próximo ciclo de gestão estabelece como meta chegar a 50% de mulheres em cargos de chefia e liderança da administração pública estadual.

Se eleita a chapa, Gisela será a segunda mulher a assumir a vice-governadoria em Mato Grosso. Há 20 anos, Iraci França ocupou o posto entre 2003 a 2007.

A trajetória da candidata a vice foi construída a partir da defesa de que mulheres não podem ser apenas destinatárias de políticas públicas; precisam também estar sentadas à mesa onde essas políticas são formuladas e decididas.

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