O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua enfrentando uma forte barreira política e eleitoral em Mato Grosso. De acordo com os dados da nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (3), 64% dos eleitores mato-grossenses desaprovam o trabalho do atual mandatário, contra apenas 34% que aprovam a sua atuação na chefia do Executivo. Os entrevistados que não souberam ou não opinaram somam 2%.
A percepção direta sobre o governo federal segue o mesmo ritmo de desgaste apontado pelos índices gerais. Metade dos eleitores consultados (50%) avalia a gestão atual como ruim ou péssima, evidenciando o clima de insatisfação popular na região. Por outro lado, os que consideram o governo ótimo ou bom representam 25% da amostra, enquanto 23% o classificam como regular e 2% preferiram não responder.
Esses indicadores consolidam uma resistência histórica do eleitorado de Mato Grosso em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT) nas disputas nacionais. Desde o processo de redemocratização do país, a legenda jamais conseguiu vencer uma eleição presidencial no estado. Mesmo nas campanhas historicamente vitoriosas de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff em nível federal, a maioria dos eleitores mato-grossenses optou por apoiar os candidatos de oposição nas urnas.
O levantamento também mediu o potencial de rejeição de potenciais concorrentes ao Palácio do Planalto, questionando em quem a população jamais votaria. Nesse quesito, Lula desponta isolado na liderança com 56% de recusa direta. O segundo nome mais rejeitado no estado é o do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 37%, seguido de perto pelo influenciador Pablo Marçal (PRTB), com 32%. Líderes da direita e do centro, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), registraram 30% e 25% de rejeição, respectivamente.
A amostragem do instituto Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em todo o território de Mato Grosso entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro. O estudo apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, operando com um nível de confiança estatística de 95%. O levantamento oficial foi devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04678/2026.
Clique aqui e receba notícias em tempo real na palma da mão
Editoria Economia, Política, Eleições