Abate de bovinos cresce 1,6% e MT injeta 494 mil toneladas de carcaça no mercado no 2º trimestre


O potencial agropecuário de Mato Grosso voltou a ditar o ritmo de abastecimento e faturamento da cadeia de proteína animal do Brasil. As pesquisas trimestrais da produção animal, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmam que o estado mantém a liderança nacional isolada no abate de bovinos no segundo trimestre de 2026.

Entre os meses de abril e junho, Mato Grosso abateu 1,81 milhão de cabeças de gado, registrando um crescimento real frente às 1,78 milhão de cabeças processadas no mesmo período do ano anterior. O volume consolida a hegemonia mato-grossense ao responder por aproximadamente 17% de toda a produção bovina do país, gerando um volume de carcaças que saltou para 494,2 mil toneladas de carne.

O avanço foi impulsionado pelo incremento técnico na engorda e terminação de diferentes categorias do rebanho nas propriedades locais. O abate de machos (bois) saltou de 773,1 mil para 851,9 mil cabeças no comparativo anual. O balanço do trimestre sob inspeção sanitária incluiu ainda o processamento de 421,2 mil vacas, 57,7 mil novilhos e 480,6 mil novilhas, coroando a alta liquidez da carne mato-grossense nos mercados interno e externo.

COURO – Em linha direta com a força dos frigoríficos, os curtumes instalados em Mato Grosso registraram o maior crescimento absoluto do país no recebimento de couro cru bovino. O estado computou um acréscimo de 226,04 mil peças de couro em relação ao segundo trimestre de 2025, um ganho que superou a soma dos crescimentos de outros grandes polos como Goiás (+125,98 mil) e Mato Grosso do Sul (+47,18 mil). No ranking geral de participação, Mato Grosso cravou a segunda posição nacional com 18,8% de todo o couro movimentado no país, colado em Goiás, que liderou com 19,0%.

SUÍNOS – A suinocultura de Mato Grosso apresentou um comportamento peculiar no trimestre analisado pelo IBGE. O número total de animais enviados ao abate sofreu um recuo marginal, passando de 668,9 mil cabeças em 2025 para 665,9 mil cabeças no ciclo atual. Contudo, a eficiência nutricional e genética das granjas compensou a queda numérica: o peso total das carcaças subiu para 63,8 mil toneladas, superando o rendimento do ano passado e provando que o setor produziu mais quilos de carne por animal.

FRANGOS – Na avicultura de corte, as plantas industriais do estado mantiveram a produção estabilizada em patamares elevados. Mato Grosso registrou o abate de 51,05 milhões de frangos entre abril e junho de 2026, índice muito próximo das 51,37 milhões de aves processadas no mesmo período do ano anterior. Em termos de volume de carne, o peso das carcaças avícolas somou 111,6 mil toneladas, um leve incremento frente às 108,9 mil toneladas do balanço de 2025.

OVOS – A produção de ovos de galinha fechou o segundo trimestre de 2026 com a marca de 71,37 mil milhões de dúzias coletadas. Embora o número represente uma ligeira retração diante das 72,42 milhões de dúzias registradas no mesmo período de 2025, o volume mantém Mato Grosso no topo do mercado do Centro-Oeste. Para sustentar essa oferta nas granjas de postura, o estado operou com um plantel médio ativo de 12,59 milhões de galinhas poedeiras.

LEITE – O mercado leiteiro sob inspeção captou 79,59 milhões de litros de leite cru em Mato Grosso no trimestre, recuando frente aos 86,03 milhões de litros registrados no mesmo período de 2025. Desse montante, a indústria local processou 79,52 milhões de litros. A grande novidade do relatório para o bolso do produtor foi a forte reação nos preços pagos no campo: o valor médio do litro do leite saltou para R$ 2,20, uma valorização expressiva quando comparada aos R$ 1,87 praticados no primeiro trimestre de 2026.

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