O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso oficializou a abertura de procedimentos internos na Comissão de Ética contra três de seus principais prefeitos: Flávia Moretti (Várzea Grande), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Sérgio Mahnic (Sorriso). A medida punitiva foi motivada após os gestores declararem apoio público à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, ignorando o candidato oficial da própria legenda, Wellington Fagundes.
O anúncio foi confirmado pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho, ontem (2), durante coletiva de imprensa. O dirigente explicou que o levantamento das condutas e discursos dos prefeitos dissidentes já está em andamento e as notificações formais serão emitidas nos próximos dias. O prazo de tramitação e julgamento dos processos na comissão partidária deve variar entre 30 e 60 dias, o que empurra o veredito e as punições para o período pós-eleição.
Ananias Filho criticou duramente a postura dos prefeitos, classificando a decisão de apoiar um adversário sem deixar a legenda como uma clara falta de “hombridade”. O presidente do PL argumentou que “as lideranças utilizaram toda a estrutura e os recursos financeiros do partido para se elegerem e que, em caso de discordância com o rumo atual da sigla, o caminho correto e ético seria pedir a desfiliação antes de subir no palanque rival”.
O dirigente partidário minimizou a gravidade do esvaziamento político na base aliada de Fagundes e previu um processo de “depuração” interna para remover os integrantes infiéis. Ao ser questionado sobre qual punição considera adequada para os três prefeitos, Ananias foi enfático ao defender o “desligamento definitivo dos quadros do PL, repetindo que o movimento de traição eleitoral se assemelha a uma unha encravada que precisa ser tratada”.
Apesar do mal-estar criado nos bastidores, o comando do PL assegura que o projeto majoritário principal do partido não será enfraquecido pelas deserções nos municípios.
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