O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu uma reforma política profunda no Brasil para reduzir o número de partidos. Durante sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo (Famato, Fiemt e Fecomércio), no final da semana passada, Pivetta afirmou que o atual modelo de fragmentação partidária é insustentável e dificulta a governabilidade.
“É impossível continuar com esse modelo político, é uma confusão com tantas pessoas, algo muito difícil de administrar”, criticou o governador, cobrando uma postura firme do Congresso Nacional ainda este ano.
A declaração ocorreu após Pivetta ser questionado sobre a onda de prefeitos do PL que declararam apoio à sua campanha, contrariando as diretrizes do partido e sob ameaça de expulsão.
Para o governador, a volatilidade dessas alianças é um reflexo direto da fragilidade do sistema partidário nacional. O cenário em Mato Grosso ilustra essa fragmentação: metade dos candidatos ao Palácio Paiaguás pertence a legendas nanicas ou de pouca expressão — como o Mobiliza, o recém-criado Missão e o Agir —, que operam sem bancadas de peso ou capilaridade real.
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