Diversas entidades que representam os setores de desenvolvimento econômico de Mato Grosso e do país se uniram para assinar o Manifesto à Nação Brasileira, um documento que alerta para uma grave crise institucional com epicentro no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as signatárias locais estão a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), sindicatos industriais da região e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O movimento, liderado nacionalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), conta com o respaldo de cerca de 3 mil entidades do setor produtivo brasileiro.
O manifesto defende que a legitimidade e a autoridade da Corte Suprema não decorrem apenas do cargo ou da toga, mas sim da imparcialidade, da transparência e da exemplaridade de seus membros. De acordo com o texto, quando esses pilares são questionados, cria-se um ambiente de incerteza que ameaça diretamente a segurança jurídica, a confiança nas instituições governamentais e a própria paz social. O setor produtivo reforça que a estabilidade institucional é indispensável para a manutenção de um ambiente saudável para os negócios e investimentos no país.
Embora reconheçam o papel do Supremo Tribunal Federal como o guardião oficial da Constituição Federal, as entidades signatárias ressaltam que guardião algum está dispensado de prestar contas à sociedade. O documento enfatiza que a mesma Carta Magna que protege a Corte é a que lhe impõe a obrigação de realizar julgamentos justos, transparentes e com decisões devidamente fundamentadas, submetendo o tribunal ao rigor do Direito, da Sociedade e da História.
A publicação também traz uma cobrança direta para que o Plenário do STF examine os fatos recentes em sessão pública e com absoluta urgência, sem adotar subterfúgios ou posturas corporativistas. O manifesto adverte que a resposta aguardada pela população não admite novos prazos, pontuando que cada dia de silêncio representa um aumento no descrédito das instituições.
Por fim, as lideranças industriais e comerciais afirmam que o Brasil possui um histórico de superação de crises profundas justamente porque setores da sociedade se recusaram a calar diante de arbitrariedades. Ao endossar o documento, a CDL Cuiabá, a Fiemt e os sindicatos parceiros reafirmam o compromisso com a defesa do Estado de Direito, concluindo com o posicionamento coletivo de que ninguém está acima da lei.
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