O senador Wellington Fagundes (PL) deve colocar um ponto final na intensa disputa pela vaga de vice em sua chapa ao Governo de Mato Grosso nesta quinta-feira (13). O parlamentar convocou veículos de imprensa para uma entrevista coletiva programada para as 16h, no Espaço 22, na Avenida Dom Bosco, em Cuiabá. O evento é visto por aliados como o desfecho de uma verdadeira novela política que vinha travando a consolidação do grupo.
O anúncio oficial visa pacificar as bases partidárias após uma sequência de fortes reviravoltas de bastidores. O primeiro cotado para o posto foi o empresário Marcelo Maluf (Novo), cujo nome chegou a ser tratado como definitivo. Contudo, Maluf acabou preterido nas negociações de última hora, reagindo publicamente com duras críticas e acusando a coordenação da campanha de Wellington de descumprir os acordos políticos firmados previamente.
Na sequência, a coligação tentou emplacar o médico Alencar Farina (PL) como uma solução caseira. A indicação, no entanto, naufragou rapidamente ao enfrentar forte rejeição da ala mais ideológica e bolsonarista do partido. O grupo resgatou o histórico de Farina em antigas disputas eleitorais ligadas ao PT, o que também reativou a antiga alcunha de “melancia” — verde por fora e vermelho por dentro — direcionada ao próprio Wellington Fagundes.
Para conter o desgaste e atrair o setor produtivo, as articulações ganharam um novo fato com o avanço do nome do empresário Reinaldo Morais, conhecido popularmente como o “Rei do Porco”. Morais passou a ser avaliado pela cúpula do PL como uma alternativa capaz de dialogar diretamente com o agronegócio e estancar a crise identitária que ameaçava o palanque majoritário.
MESMO SEM VICE, APOIO É DECLARADO – Assim como fez ontem (12), Jayme Campos, ao romper o silêncio, após derrota histórica dentro do seu partido, o União Brasil, o seu irmão, Júlio Campos deixou a mudez de lado e declarou voto em Wellington Fagundes (PL) e adesão ao projeto do Liberal rumo ao Palácio Paigauás.
“Eu voto em Wellington Fagundes. Aliás, por que tenho que ser grato. O Wellington votou em mim toda a vida, desde quando ele entrou na política, desde quando ele foi eleitor, ele é meu eleitor. O pai dele, João Baiano, foi meu grande aliado político em Rondonópolis desde a minha campanha de deputado federal em 1978”, argumentou.
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