Vasco alerta para risco de “colapso” financeiro e pede empréstimo de até R$ 150 milhões à Justiça | Torcedores

Pedrinho questionou Bap (Foto: Dikran Sahagian/Vasco)

O Vasco apresentou um pedido urgente à Justiça do Rio de Janeiro para contratar um empréstimo DIP de até R$ 150 milhões. O financiamento seria concedido pela Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, empresário que negocia a compra de 90% da SAF vascaína.

A situação apresentada pelo clube chama atenção pela urgência. Segundo documentos do processo de recuperação judicial, o Vasco argumenta que existe risco de “colapso” do fluxo financeiro e afirma que os recursos disponíveis em caixa seriam suficientes para manter as operações por apenas mais sete dias.

Vasco pede urgência para evitar “colapso” do caixa

O pedido foi apresentado à Justiça na noite desta quinta-feira (13). A intenção é utilizar o dinheiro para garantir o funcionamento do clube durante o processo de recuperação judicial e assegurar o cumprimento das obrigações financeiras nos próximos meses.

O Vasco sustenta que precisa de novos recursos imediatamente. Por isso, solicitou autorização judicial para levantar até R$ 150 milhões por meio de um empréstimo DIP, modalidade de financiamento destinada a empresas que atravessam processos de recuperação judicial.

Nesse tipo de operação, o objetivo é justamente permitir que a instituição continue funcionando enquanto reorganiza suas dívidas. Além disso, o financiamento possui regras e garantias específicas previstas na legislação de recuperação judicial.

Vasco já recebeu outros recursos em 2026

O novo pedido acontece mesmo depois da entrada de valores importantes no caixa vascaíno. Em 2025, a Justiça já havia autorizado um processo competitivo para um financiamento de R$ 80 milhões.

Além disso, em 2026, o Vasco recebeu aproximadamente R$ 120 milhões com a venda de Rayan ao Bournemouth. O clube também contratou outro empréstimo, de R$ 40 milhões.

Ainda assim, esses recursos não foram suficientes para solucionar a necessidade de caixa. Agora, a diretoria busca um aporte consideravelmente maior para manter as operações e atravessar o restante da temporada.

Marcos Lamacchia pode emprestar até R$ 150 milhões

O dinheiro solicitado à Justiça viria da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa ligada a Marcos Lamacchia. O empresário está no centro das negociações para assumir o controle da SAF do Vasco.

A Almirante aparece como investidora âncora da operação e apresentou uma proposta para adquirir 90% da futura SAF. Entretanto, a transferência do controle não pode ser realizada diretamente neste momento, já que o processo precisa respeitar as etapas previstas na recuperação judicial.

Empréstimo acontece em meio à negociação pela SAF do Vasco

O pedido de R$ 150 milhões também está diretamente relacionado ao processo de venda da SAF. Recentemente, os administradores judiciais e o watchdog solicitaram alterações no acordo apresentado pelo grupo de Lamacchia.

As mudanças foram realizadas e um aditivo ao contrato foi assinado. Agora, a expectativa é pela autorização judicial para a abertura do processo competitivo que poderá definir o novo controlador da SAF.

A proposta de Lamacchia envolve valores muito superiores ao empréstimo emergencial. O projeto prevê R$ 500 milhões destinados ao futebol, outros R$ 150 milhões para o centro de treinamento e o perdão de aproximadamente R$ 80 milhões referentes a um empréstimo.

Além disso, o investidor prevê recursos para o pagamento das dívidas incluídas na recuperação judicial e para a cobertura dos déficits de caixa dos próximos anos.

Lamacchia ainda não pode comprar diretamente a SAF

Apesar de aparecer como favorito para assumir 90% da SAF, Marcos Lamacchia não pode simplesmente concluir a aquisição diretamente com o Vasco. Como a operação acontece dentro da recuperação judicial, é necessário abrir formalmente um processo competitivo.

Isso significa que outros investidores poderão apresentar propostas. Lamacchia, porém, possui mecanismos contratuais de preferência que podem permitir ao empresário cobrir determinadas ofertas concorrentes.

Depois disso, a operação ainda precisará cumprir outras etapas, incluindo aprovações internas do Vasco e o fechamento definitivo do negócio.

Situação financeira aumenta pressão pela conclusão da SAF

O pedido de emergência evidencia como a venda da SAF deixou de representar apenas uma discussão sobre investimentos futuros no futebol. A necessidade imediata é manter o funcionamento do Vasco enquanto a recuperação judicial avança.

O alerta de que o caixa poderia suportar somente mais sete dias reforça a pressão para encontrar uma solução de curto prazo. Ao mesmo tempo, qualquer entrada de recursos precisa respeitar a fiscalização e as regras impostas pelo processo judicial.

Dessa forma, a decisão da Justiça sobre o empréstimo de até R$ 150 milhões passa a ser mais um capítulo importante da reestruturação financeira do Vasco e das negociações para a entrada de Marcos Lamacchia no controle da SAF.


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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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