A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), em parceria com o Sindipetróleo-MT, a Abrasel, o Sindicato das Concessionárias de Veículos e a Fenabrave Mato Grosso, concluiu ontem (16), o ciclo de encontros promovidos com as principais coligações concorrentes aos cargos de governador e senador por Mato Grosso.
O evento apresentou as principais demandas dos setores que reúnem o comércio varejista e de serviços, a alimentação fora do lar e as revendas de combustíveis e de veículos no estado. Cada candidato assinou a agenda conjunta formulada pelas entidades empresariais e ouviu os anseios dos representantes dos setores.
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, explicou o propósito da série de encontros, destacando a oportunidade de diálogo aberto e colaborativo com os candidatos ao governo e senado.
“Apresentamos pautas que estão no dia a dia da economia e da vida da nossa população e acreditamos que, juntos, podemos promover o desenvolvimento sustentável, incentivando a criação de empregos e renda, bem como o fortalecimento das empresas, que são a espinha dorsal da nossa economia”, salientou o dirigente da CDL Cuiabá.
Entre as pautas apresentadas estão a regulamentação da reforma tributária, o desenvolvimento socioeconômico da região metropolitana, a ampliação de linhas de crédito para pequenas e médias empresas, a destinação de recursos federais e estaduais para mobilidade metropolitana e infraestrutura, e medidas de segurança jurídica para os setores de combustíveis e veículos.
O candidato ao governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), destacou a importância do diálogo permanente com os setores produtivos e defendeu a equalização de impostos entre os estados como uma das formas de melhorar a competitividade econômica.
“O incentivo serve para igualar as oportunidades e evitar que Mato Grosso perca competitividade. Quem tem incentivo fiscal tem que industrializar em Mato Grosso e gerar empregos aqui. Todos os setores precisam crescer, atrair as indústrias que ainda não temos no estado e utilizar a matéria-prima que produzimos respeitando as características de cada região. Temos que reverter para a população o que o Estado arrecada: a Baixada Cuiabana recolhe 75% e recebe de volta apenas cerca de 20% para investir”, afirmou o candidato.
Ao avaliar o resultado dos encontros, Macagnam apontou o desafio regional que motiva a mobilização das entidades. “Mato Grosso tem crescimento chinês, mas a região de Cuiabá não acompanha o mesmo ritmo que vemos em regiões como Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste. Para isso, precisamos de alternativas que fortaleçam a economia da nossa região, para que possamos vivenciar o que já ocorre em outras partes do estado”, finalizou.
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