A crise no abastecimento de vacinas essenciais para a pecuária continua a assombrar os produtores de Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional com o maior rebanho do país, somando cerca de 34 milhões de cabeças. O desabastecimento de imunizantes contra a raiva e clostridioses se arrasta desde abril deste ano e, mesmo após medidas de importação emergencial autorizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os pecuaristas ainda relatam um verdadeiro “apagão” no comércio local.
Um novo levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) junto aos sindicatos rurais confirmou que a baixa disponibilidade comercial persiste em várias regiões. A falta contínua desses insumos veterinários coloca em risco o status sanitário do estado, já que o controle dessas doenças é vital para evitar mortes súbitas no rebanho e prejuízos bilionários.
Diante do cenário crônico, a Famato e sindicatos locais intensificaram o diálogo com o Indea e o Mapa para buscar novas saídas de distribuição. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, essa articulação entre as entidades e os órgãos de defesa agropecuária é o único caminho para municiar os produtores com informações técnicas, ajudando-os a se planejar e a cumprir as exigências sanitárias nacionais e internacionais mesmo com a escassez de doses no mercado.
A constatação foi feita pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) que se reuniu, no final da semana passada, com presidentes de sindicatos rurais de diferentes regiões do estado para discutir temas relacionados à sanidade e à defesa animal, no auditório da instituição.
O coordenador da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti, destacou que o acompanhamento próximo das demandas apresentadas pelos sindicatos é fundamental para identificar problemas que podem variar entre as regiões e buscar encaminhamentos junto aos órgãos responsáveis.
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