Segundo semestre em andamento e comerciantes de Cuiabá ficam no limite da ‘zona de satisfação’


Mesmo com retração de 2,3% em agosto em relação ao mês anterior, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Cuiabá permaneceu em zona de satisfação ao registrar 103 pontos. Apesar da queda momentânea, o levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vinha de duas altas consecutivas, após passar todo o primeiro semestre em zona de insatisfação. 

A permanência do índice acima de 100 pontos também se refletiu na melhora do resultado em comparação com agosto de 2025, quando somava 94,1 pontos. O crescimento verificado no período foi de 6,6%.

Conforme análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mesmo com a perda de confiança no curto prazo, a alta no comparativo anual demonstra que o ambiente empresarial ainda se encontra em um patamar mais favorável do que o observado no ano anterior.

Ainda assim, o cenário é de cautela, segundo o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli).

“Os resultados de agosto apontam para um cenário de cautela empresarial em Cuiabá, no qual a deterioração das condições atuais e a retração dos investimentos são parcialmente compensadas pela confiança no desempenho futuro das empresas e pela intenção de ampliar contratações”, disse Sebastião Gonçalves.

 A retração foi observada em todos os subíndices analisados, especialmente no Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio, que apresentou variação de -3,7% no mês. Também houve redução no Índice de Expectativa do Empresário do Comércio, com queda de 2,7%, e no Índice de Investimento do Empresário do Comércio, que recuou 0,7% em comparação com julho.

A percepção mais negativa dos comerciantes da capital continua relacionada às Condições Atuais da Economia Brasileira, já que 73,4% dos empresários consideram que o cenário piorou. Situação semelhante é observada nas Condições Atuais do Setor, em que 65,5% dos entrevistados também avaliam que houve piora.

Por outro lado, quando analisadas as Condições Atuais da Empresa, o otimismo prevalece. Ao todo, 65,2% dos empresários afirmaram que as condições melhoraram, demonstrando confiança nos próprios negócios. Apesar da avaliação interna positiva, o índice geral registrou 117,6 pontos, um leve recuo em relação aos 120,0 pontos apurados em julho.

MAS PODE MELHORAR – Mesmo diante de um cenário mais cauteloso, boa parte dos comerciantes segue otimista em relação aos negócios e à recuperação da economia. Essa percepção também se reflete na Expectativa de Contratação de Funcionários, já que 62,5% dos empresários esperam ampliar, ao menos um pouco, o quadro de colaboradores. O resultado supera os 57,3% registrados em julho e contribuiu para manter o índice em 122,5 pontos em agosto.

Por outro lado, o Nível de Investimento da Empresa voltou a ficar abaixo da linha de confiança, com o indicador recuando de 101,8 para 96,1 pontos. Diante desse cenário, Sebastião Gonçalves reforçou a postura cautelosa dos lojistas.

“O contraste entre expectativas ainda elevadas e investimentos abaixo da linha de confiança revela uma postura empresarial de otimismo moderado, na qual os empresários mantêm perspectivas favoráveis, mas adotam maior prudência na realização de novos aportes”, finalizou o presidente da Fecomércio-MT.

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